Mobilidade Urbana e Sustentabilidade

Mobilidade Urbana e Sustentabilidade

Veículos motorizados são os maiores emissores de gases poluentes das áreas urbanas

 

A questão da mobilidade urbana não é apenas um problema de cunho urbanístico. Melhorar a possibilidade de deslocamento por meio do transporte coletivo ou alternativo é também uma preocupação ambiental. Um estudo realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), revela que os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases efeito estufa, como o monóxido de carbono (CO).

O estudo também desconstrói o mito urbano de que o ônibus é mais poluente que o carro. Na verde, ele fica em 3º lugar no ranking de veículos mais poluentes, atrás do carro e da moto (os dois meios de transportes individuais mais comuns no país). As emissões de material particulado (poluentes invisíveis ao olho nu) geradas pelos ônibus, é de quase 5mg por passageiro a cada quilômetro rodado. Enquanto isso, ao andar a mesma distância de carro, são emitidos 18,5mg, quantidade quase quatro vezes maior. Motocicletas ocupam o segundo lugar da lista, gerando 13,4mg de poluentes. Proporcionalmente, os carros são responsáveis por 71% das emissões do poluente na cidade, contra 25% dos ônibus e 4% das motocicletas.

Pensando no Futuro

Em 2016, a Cidade de Curitiba foi pioneira na América Latina a implantar o ônibus hibrido na frota de transporte público. Essa ação foi resultado de uma parceria entre a multinacional sueca Volvo, alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o governo de Curitiba.

O Hibribus, como foi chamado, possui tecnologia de emissões Euro 6, o que significa que ele emite até 39% menos CO2 e 50% menos material particulado (MP) e NOx (óxidos nocivos à saúde) que os veículos similares movidos à diesel. O mesmo modelo pode ser visto nas ruas de cidades europeias, como: Budapeste (Hungria), Hamburgo (Alemanha) e Sundsvall (Suécia).

Bicicleta como aliada do meio ambiente

            Quando se fala de transporte alternativo ecologicamente correto, o primeiro que vem à mente de muitos, é a boa e velha bicicleta. Além de ser um veículo “verde”, é mais econômica para o bolso, e ainda promove a saúde do cidadão, diminuindo taxas de gordura no sangue, por exemplo.

Mas a bike ainda encontra grandes barreiras, principalmente a da distância até o destino, como trabalho ou escola. Porém, estudos afirmam que metade das viagens cotidianas são de curta duração, de um a três quilômetros, como ir à padaria, à farmácia ou à academia, por exemplo. São pequenas atitudes que podem ser tomadas no dia a dia, e que acarretam em inúmeros benefícios não só para o coletivo, mas para o bem individual.

No Rio de Janeiro, o projeto Bike Rio foi pioneiro em 2011, ao disponibilizar bicicletas para aluguel. No primeiro ano, eram 60 estações espalhadas pela cidade. Hoje, são 260, e o número de bikes chega a 2,6 mil. Segundo a Subsecretaria de Projetos Estratégicos da Prefeitura do Rio (Subpe), em média, 3 mil pessoas usam o serviço todos os dias. São mais de 450 quilômetros de ciclovias pela cidade maravilhosa.

2018-06-19T14:46:20+00:00
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